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8/2/2010 | ADEPDEL
Detalhes da Operação Peter Pan coordenada pelo Delegado Gilson Teles OPERAÇÃO PETER PAN No alto sertão paraibano mais precisamente em Triunfo, cidade pertencente à Comarca de São João do Rio do Peixe que integra a 9ª Delegacia Regional de Cajazeiras, ocorreu a uma operação policial que culminou na prisão de seis homens de terceira idade suspeitos de abusarem de meninas carentes entre 10 e 14 anos. No mês de agosto do ano de 2009, chegou ao conhecimento do Delegado Gilson de Jesus Teles que, na pacata cidade de Triunfo, estaria funcionando há anos uma rede de pedofilia em que meninas carentes ente 10 e 14 anos, submetiam-se à Lascívia de idosos em troca de bolachas, doces, pirulitos, dinheiro, etc. A Autoridade Policial solicitou o apoio do Conselho Tutelar daquela localidade para submeter as vítimas ao exame de defloramento e ouvi-las em declarações. Com o relatório das meninas caracterizado pela riqueza de detalhes do abuso sofrido, a investigação foi direcionada para levantar os nomes e a localização dos suspeitos. Entendendo ser imprescindível para as investigações o recolhimento dos supostos pedófilos ao cárcere, foi elaborada representação de prisão temporária. Com os mandados em mãos, o delegado tratou de realizar o RECON e requisitar o apoio de agentes civis da cidade de Cajazeiras e da guarnição do Choque. Com quatro viaturas civis e duas de policiais militares, totalizando 12homens da polícia civil e 8 da polícia militar, bem como uma ambulância da prefeitura e uma enfermeira, no dia 27 de janeiro do corrente ano, às 6 horas, foram cumpridas cinco prisões e uma entrega espontânea no dia seguinte. Alguns idosos, hipertensos, foram medicados na delegacia de Triunfo e, sem algemas, foram encaminhados para a delegacia de São João do Rio do Peixe, onde foram ouvidos e encaminhados para o hospital, passando por avaliação médica e seguindo para a Cadeia Pública, permanecendo até o dia 04/02, data de remessa do inquérito policial. A operação foi batizada de PETER PAN em alusão ao personagem infantil que vivia na “terra no nunca”, onde as crianças poderiam perpetuar sua inocência, sua pureza. Contrário ao que estaria acontecendo, vez que a pureza das meninas havia sido roubada, interrompida precocemente e suas inocências violadas. As meninas serão acompanhadasa por uma psicóloga coordenadora do Cras daquela cidade, mediante ofício com exposição de motivos. FONTE: Redação - ADEPDEL
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