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31/7/2010
COLUNISTA: Walber Virgulino MUNIÇÕES DE USO POLICIAL , a pólvora ou propelente, e o projétil. A função da espoleta é dar a ignição para a queima do propelente. Ela é a responsável por quando receber um forte impacto (vindo do percursor da arma) gerar faísca e iniciar a queima do propelente. A cápsula tem a função de isolar o propelente do meio, impedindo a entrada ou saída de ar ou qualquer outra substancia. A função do projétil é manter lacrada a cápsula até o momento do disparo e ser impulsionado até o alvo. E o propelente, que é o real responsável pelo disparo, diferente do que é conhecido popularmente, o propelente não explode, então, o projétil não é arremessado devido a explosão. O que ocorre é a queima gradual do propelente, gerando gás em alta temperatura. Este gás aumenta a pressão interna dentro da cápsula, até o ponto em que o projétil não consegue mais manter a cápsula fechada. Neste momento o projétil é empurrado gradualmente para frente pelos gases em alta temperatura, que continuam agindo e aumentando a energia do projétil até que este saia do cano da arma. Destarte, simples e fatal, é assim que uma munição funciona. E cada arma utiliza estas propriedades de uma maneira. Um revolver perde potencia devido a distância entre o tambor e o cano, dissipando gases. A pistola aproveita a ação e ração criada pelos gases, aproveitando a força gerada em sentido contrário ao projétil para a recarga do próximo tiro, e com isto, reduz o recuo da arma. Fuzis, em geral, aproveitam a pressão do gás em alta temperatura para alimentar o funcionamento dos disparos em rajada e tiro continuo. A diversos outros itens importantes sobre as munições, como por exemplo, elas criam uma parábola, e não percorrem uma linha reta, assim sendo, só existem 2 momentos em que o projétil esta exatamente no ponto indicado pela mira. Além disso, há diversos tipos de projeteis, perfurantes, ponta oca, hydra, etc. Por outro lado, se algo na história das armas de fogo é confuso, é a nomenclatura dos calibres. E o motivo desta confusão é que utiliza-se uma nomenclatura comercial, criada em regiões diferentes, por fabricantes diferentes e com sistemas métricos diferentes. Por exemplo, se se pegar uma munição de calibre real de aproximadamente 8,9mm, ela poderia ser uma 9mm Pistol, 9mm Luger ou 9mm Para ou 9mm Parabellun, .380 ACP ou 9mm Curto, .38 SWC, .38 SWL, .38 SPL, .38 SPL+P, .38 SPL+P+, .357 Magnum. Há de se notar que a quantidade de nomenclaturas e munições diferentes para um mesmo calibre real. ARMA é todo instrumento destinado ao ataque e defesa. ARMA DE FOGO é engenho destinado a lançar um projétil no espaço, por meio de uma força de propulsão. Armas de fogo são classificadas pelos seguintes critérios: dimensões, funcionamento, modo de carregamento, modo de percussão e calibre. Sob o aspecto das dimensões, as armas de fogo podem ser portáteis ou não portáteis. a) Armas Portáteis - são aquelas que podem ser transportadas e acionadas por uma única pessoa. EX.: revólver, fuzil, etc. b) Armas não portáteis - são as que não podem ser transportadas ou acionadas por uma pessoa. EX.: peça de artilharia, metralhadora pesada, fuzil-metralhadora. Quanto ao funcionamento, as armas podem ser automáticas, semi-automáticas, de repetição. a)Automáticas - são aquelas que tem o funcionamento e o disparo automáticos. EX: metralhadora, fuzil. b) Semi-automáticas - são as que tem o funcionamento automático, porém é manual. EX: revólver, pistola. c) Repetição - são armas que exigem manejo completo para cada disparo. EX: garrucha, fuzil ordinário (mauser). Quanto ao modo de carregar, as armas podem ser de: antecarga ou de retrocarga. Ante-carga - são as armas que recebem a munição pela boca, isto é, pela parte anterior do cano. Pertencem a este tipo, algumas espingardas de caça. Retro-carga – são as armas que possuem compartimentos para munição, como tambor e pente. São armas como revólveres, pistolas etc. Quanto ao modo de percussão, as armas podem ser pederneira, de espoleta, de percussão direta no cartucho. a) Pederneira - foi o sistema empregado nos primeiros tipos de armas de fogo. Hoje, está completamente abolido. b) Espoleta - a pederneira foi substituída, em muitas armas, pela espoleta. Estas armas receberam a denominação de “armas de ouvido” porque a espoleta (contendo uma carga de fulminato de mercúrio) era colocada na parte superior de um canal que se comunicava com o fundo de cano, onde se encontrava a carga de pólvora. A espoleta explodia ao choque do “cão”, produzindo a ignição da pólvora. Ainda existem algumas espingardas de caça deste tipo. c) Percussão - direta do cartucho. Com o aparecimento das armas providas de percussor, iniciou-se uma nova fase no sistema de disparo. Estas armas são de 3 tipos: central, circular e Lafucheux. Na percussão central, a ponta do percussor fere o centro do fundo do estojo. Na percussão circular, a ponta do percussor fere o fundo do estojo fora do centro. Para as armas do sistema Lafucheux , a munição é provida de um pino, na base do qual se encontrava a carga de “fulminato de mercúrio”, o pino recebia o choque do “cão”, produzindo-se assim o disparo. Este sistema já foi abolido. Nesse sentir, calibre é o diâmetro interno do cano, tomando a boca da arma . O calibre pode ser nominal ou real. a) Calibre Nominal - é a espécie de convenção da fábrica, para identificar o tipo de arma. As armas de fabricação inglesa tem o calibre nominal em milésimos de polegadas. EX: 320. As armas de fabricação norte-americana, tem o calibre em centésimo de polegadas. EX: 32. As armas de fabricação belga, alemã, francesa, tem o calibre nominal em milímetros. EX: 7 mm, 7,65 mm, 9 mm, etc... b) Calibre Real - é a medida exata do diâmetro interno do cano. É tomado na boca da arma, entre dois cheios com auxílio do “paquímetro”. O calibre das armas de caça é dado pelo número de balins esféricos do diâmetro real do cano, contidos numa fibra (peso). EX: 16, 20, etc... Então, o que afinal é o calibre? Calibre real é o maior diâmetro interno do cano da arma e conseqüentemente o diâmetros do projétil. Calibre nominal é o nome dado a este calibre pelo fabricante, e ele que estudaremos abaixo. Assim se tem basicamente quatro origens diferentes para nomenclatura dos calibres: Armas de cano de alma lisa, Centro Europeu, Inglês e Norte-Americano. Diferindo ainda entre armas curtas e longas. O primeiro deles, e menos intuitivo é utilizado para armas longas de alma lisa. Como a famosa calibre 12. Para medir o calibre destas armas devemos verificar quantas esferas perfeitas, de chumbo puro, com o diâmetro exato ao do cano da arma são necessárias para formar uma libra, em outras palavras, significaria que 12 esferas de chumbo do calibre da arma em questão (diâmetro de 18,5 mm) pesariam 453,8 gramas. O sistema Centro Europeu é baseado no sistema métrico decimal, foi um dos primeiros sistemas utilizados e tem origem na industria de armamento alemã, este sistema utiliza na nomenclatura o diâmetro do projétil e o tamanho do cartucho, em milímetros, separados por um “x”. Por exemplo, o fuzil FAL (belga), utilizado pelo Exercito Brasileiro, é de calibre 7,62×51, significa que a seu projétil tem um calibre de 7,62 mm e o seu invólucro, um comprimento de 51 mm. Como não poderia deixar de haver variações, podemos encontrar o mesmo calibre das seguintes formas: 7,62mm x 51mm ou 7,62×51mm. Além disto, pode ser utilizado um conjunto de letras ao final para caracterizar alguma característica da munição (6,5 x 27 R) ou ainda uma característica do fabricante (6,5 x 58 mm Mauser-Vergueiro). O sistema Inglês, medido em décimos e centésimos de polegada, ou seja, com frações de polegadas. Sendo assim, a .50 significando cinqüenta centésimas de polegada e .303, significando trezentas e três milésimas de polegada. Neste sistema também é comum haver referência a uma característica da munição ou do fabricante, como .357 Magnun ou .50 Browning. Por fim, o sistema Norte-Americano é o que mais sofreu alteração e hoje o menos utilizado mundialmente. As munições dos EUA eram identificadas por uma seqüência de três números, separadas por “-”, que indicavam respectivamente o calibre (em décimos de polegada), o peso em grains da carga de pólvora negra e o peso em grains do projétil. Este último era opcional e raramente utilizado. Com o fim do uso de pólvora negra o segundo parâmetro também deixou de ser usado e agora cada fabricante segue o seu padrão. Por exemplo, na identificação da munição .30-06 Springfield, o segundo número refere-se ao ano da sua adoção, 1906, como forma de diferenciá-la da munição .30-03 Springfield, de calibre igual mas adotada em 1903. Outro exemplo é a munição .30-338, significando que resulta da adaptação de um invólucro da munição de calibre .338 a uma bala de calibre .30. Armar curtas em geral tem uma nomenclatura simplificada, com o diâmetro do projétil (em qualquer sistema de medida, de acordo com a origem da munição) seguido da característica ou informação adicional do fabricante. Como exemplo temos a munição mais popular no Brasil, .38 SPL e uma dezena de outros exemplos, como: 7.65mm Browning, .357 Magnum, .380 ACP, .40 S&W, etc. 9mm Parabellum, .40 S&W, .45 ACP, 5,7×28mm, 5,56×45mm NATO, .300 Winchester Magnum, 2,75 e 3 polegadas de 12 gauge Existem alguns questionamentos, no mínimo, interessantes, no ponto de vista balístico, acerca da eficiência empregada no cotidiano policial. Muitos ainda indagam, principalmente, sobre dois calibres: 40 e 380. Qual o melhor? Esse estudo procurada verificar que isso não se trata de uma simples escolha ? uma vez que a necessidade de uso e as aplicações técnicas de ambos os calibres sobressaem o gosto pessoal do usuário. Qualquer estudioso/entusiasta de armas de fogo no Brasil sabe que os calibres “permitidos” no país são pífios. O stopping power, apesar de muito questionado, é uma das únicas formas que temos para comparar a eficiência entre calibres. Ele mede o percentual de chance de uma pessoa ser imobilizada (não ter condições de reagir) com um tiro no peito. O maior calibre de pistola permitido, para uso civil, no Brasil é o .380 ACP e seu stopping power não ultrapassa 70% mesmo com as melhores munições. Com munições de qualidade inferior, podemos ter menos de 60% de poder de parada. O calibre .380 ACP(Automatic Colt Pistol), é histórico, sendo também conhecido como "9mm Curto", "9mm Short", "9mm Browning", "9x17mm". Ele foi lançado na Europa pela FN (Fabrique Nationale de Armes de Guerre ? Herstal, Bélgica) em 1902 e chegou a ser utilizado como munição militar na Alemanha e Itália, nas armas de porte dos Oficiais. Ele foi introduzido pela Colt e tem sido uma munição popular para defesa pessoal no Brasil, projetada para as primeiras pistolas no sistema blowback, as quais não possuíam sistema de travamento da culatra. O calibre é balisticamente similar ao calibre 9x18mm (9mm Makarov), desenvolvido pelos soviéticos, que é um pouco mais "potente". O .380 ACP é compacto e leve, mas de curto alcance e poder de parada menor que o do revólver .38 Special, apesar de apresentar um melhor poder de penetração. A vantagem no quesito "defesa pessoal" tem sido no desenvolvimento das armas bem compactas fabricadas para esse calibre, por isso é um calibre bem popular no país. Outra vantagem é o pequeno recuo, tornando-o aceitável para o público feminino. A velocidade é de no máximo 300 m/s. As munições pontiagudas ou ocas, as pontas são extremamente perfurantes. Com um "Stopping Power" cerca de 20% superior ao calibre .32, ainda é munição padrão de algumas forças policiais na Europa, devido à grande portabilidade das armas que a utilizam. Trabalha com pressões semelhantes às do .38 Special, porém, devido ao binômio "baixo peso do projétil X pequena carga de pólvora", não chega a causar igual impacto no alvo, apesar de desenvolver velocidade superior. Encontra-se no limiar entre os calibres "aceitáveis" para defesa e os calibres ineficientes. Em 1987, o Ministério do Exército, através da Portaria n° 1237, incluiu o calibre .380 ACP e as armas que o utilizam na classificação de "armas de uso permitido", acessíveis ao civil, causando sensação devido à novidade no mercado brasileiro. A utilização para defesa pessoal não é recomendada, pela baixa transferência de energia do projétil ao alvo. Por sua vez, o calibre .40 S&W foi desenvolvido especialmente para a Polícia Federal Norte Americana o FBI e é o calibre preferido das polícias brasileiras. No Brasil, houve muita resistência para que o calibre entrasse no país, senão para participantes de tiro esportivo que, para esses, sempre foi permitido. O calibre 9mm Luger e 357 magnum eram permitidos para Polícia Federal e a .45 somente para Forças Armadas, assim, permitir o calibre .40SW que é superior ao 9mm e intermediário entre o 357 magnum e o .45 teria que advir de uma comoção nacional. A primeira força de segurança pública a vencer essa barreira junto ao Exército Brasileiro, que controla as armas e munições no Brasil, foi o Departamento de Polícia Rodoviária Federal, que em 1998 foi toda equipada com pistolas .40SW e aposentado seus revólveres 38 e suas antigas pistolas .380. O calibre .40 S&W, lançado comercialmente em 1990, foi concebido a partir do cartucho calibre 10 mm Auto. Assim que este último calibre foi deixado de lado pelo FBI, a Smith & Wesson iniciou as pesquisas que resultaram no desenvolvimento do calibre (.40). Estatísticas norte-americanas apontam o calibre .40 S&W como uma das mais efetivas munições para defesa, com o seu "stopping power" chegando a 96% - superando o calibre .45, historicamente conhecido como mais eficaz. O calibre .40 S&W ainda pode ser considerado uma munição que ainda encontra-se na sua "infância", em termos de mercado, pois foi lançada há pouco mais de dez anos. Uma das vantagens reconhecidas nesse poderoso calibre é o "Stopping Power" é que o Projétil libera muita energia e paralisa o alvo, pondo o agressor fora de combate, sem necessariamente matá-lo. Ao contrário do calibre .380 ACP, a .40 amplia o poder destrutivo em tecido humano, causando hemorragias e um efeito psicológico tremendo no alvo. Essa munição foi testada em bovinos vivos e em cadáveres humanos, registrando-se os efeitos observados. Nos cadáveres, suspensos no ar, era observada a capacidade de um projétil de fraturar ossos e de transferir energia, mostrada pela oscilação dos corpos pendentes. Nos animais, pretendiam ver o poder de incapacitação proporcionado pelos diferentes calibres. Pelos resultados desse teste, verificou-se que o calibre .40 S&W apresenta um desempenho excelente, superior a qualquer coisa alcançada pelos antigos calibres permitidos no Brasil (.38 SPL e .380 ACP) e até por algumas munições 9 mm e .45 ACP. Por fim, independentemente do calibre e da arma de fogo utilizada pelo policial, à verdade é que o policial deverá conhecer a arma de fogo portada no dia-a-dia como muita propriedade, lembrando sempre que pouco importa o calibre da arma ou o tipo de munição utilizado, entretanto, deverá lembrar sempre que a arma policial é eminentemente de defesa e não de ataque. PARA ILUSTRAR: A título de ilustração, segue abaixo uma relação de Stopping Power dos principais calibres utilizados para defesa, ou nos meios policiais, geralmente sendo aqueles utilizados em combates urbanos diários. Essa lista se refere a situações reais ocorridas nos Estados Unidos (Observe-se que muitos dos calibres abaixo relacionados são considerados proibidos para uso civil no Brasil, no entanto são comuns nas ocorrências policiais). .22 Long Rifle Tipo Grains Tiros Eficiência CPO 32 395 34% CPO 38 612 30% CPO 37 567 29% CPO 36 879 27% .25 ACP Tipo Grains Tiros Eficiência EPO 45 119 25% EO 50 2406 23% EO 50 1977 22% EO 50 1864 22% .32 ACP Tipo Grains Tiros Eficiência EPO 60 83 63% EO 71 123 50% .380 ACP Tipo Grains Tiros Eficiência EPO 90 58 69% EPO 90 109 69% EPO 85 82 61% EPO 88 57 58% EPO 90 26 54% EO 95 109 51% .38 Special Tipo Grains Tiros Eficiência CPO 158 302 78% CPO 158 209 77% EPO 125 214 73% SEPO 125 106 73% EPO 110 35 71% EPO 125 74 70% CPO 158 143 70% SEPO 95 119 66% EPO 125 65 65% SCV 158 278 52% 9mm Parabellum Tipo Grains Tiros Eficiência EPO 115 109 90% EPO 115 98 90% EPO 115 57 89% CPO 124 239 84% EPO 115 304 83% EPO 115 208 82% EPO 115 167 81% EPO 124 106 81% EPO 115 135 79% EPO 147 278 78% EPO 147 27 78% EPO 147 26 77% EPO 147 25 76% EPO 147 232 74% EPO 90 25 64% EO 115 256 63% .357 Magnum Tipo Grains Tiros Eficiência EPO 125 204 96% EPO 125 523 96% EPO 125 153 93% EPO 110 204 90% SEPO 110 53 89% EPO 125 105 87% EPO 145 84 85% EPO 125 23 83% SEPO 158 38 82% CPO 158 42 81% EPO 140 23 74% SCV 158 98 72% EPO 125 71% SCV 158 71% EPO 158 70% SCV 158 71 68% .40 S&W Tipo Grains Tiros Eficiência EPO 155 34 94% EPO 155 14 93% EPO 155 22 91% EPO 180 38 89% EPO 155 86% EPO 180 46 85% EPO 180 18 83% EPO 180 21 81% EPO 180 35 80% EO 180 17 71% .44 Magnum Tipo Grains Tiros Eficiência EPO 210 50 90% EPO 180 37 89% SEPO 240 34 88% EPO 240 43 84% SCV 240 82% EPO 240 35 80% SCV 240 55 76% .45 ACP Tipo Grains Tiros Eficiência EPO 230 71 94% EPO 185 44 91% EPO 200 111 88% EPO 185 75 87% EPO 185 73 82% EPO 185 114 81% EPO 230 36 81% EO 230 122 65% EO 230 168 63% EO 230 179 63% .223 Remington (5,56 x 45 mm) Tipo Grains Tiros Eficiência EPO 60 11 100% EPO 69 12 100% EPO 40 125 99% EO 55 161 96% EPO 55 90 95% EO 55 37 95% EPO 62 32 94% EO 55 82 93% .308 Winchester (7.62 x 51 mm) Tipo Grains Tiros Eficiência EPO 168 19 100% EPO 168 199 99% EPO 168 73 99% EPO 168 306 98% EPO 168 34 97% Nomeclatura dos projéteis: CO -Chumbo Ogival CPO -Chumbo Ponta Oca SEPO -Semi Encamisado Ponta Oca EO -Encamisado Ogival EPO -Encamisado Ponta Oca SCV -Semi Canto Vivo |